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Manchester City 0 x 1 Manchester United



Algus jogos são especiais apenas pelo nome. Pela tradição. Pela história, pela emoção, e pelos jogadores que desfilam em campo. O maior clássico da Inglaterra é, provavelmente, Manchester City x Manchester United. A história é de muitos gols, sobretudo no fim da partida.

Foi assim no primeiro turno, no melhor jogo da Premier League, Manchester United 4 x 3 Manchester City, quando Owen fez gol aos 51 minutos do segundo tempo. Por isso, hoje, quando o jogo estava simplesmente horrível, nenhum dos torcedores saiu do estádio. Você verá porque agora.

Nos primeiros 10 minutos, o Manchester United fazia ótima partida. Ao contrário das partidas anteriores, a marcação era adiantada, por pressão, o que dava resultado. Os ataques se concentravam pelo lado direito, com os jogadores cruzando para Rooney cabecear. Shrek voltava bastante para marcar, e isso ajudou os primeiros 10 minutos do United.

Mas a primeira grande chance do jogo foi do City. Tévez sofre falta, e é ele mesmo quem cobra. Ele dá uma cobrança magistral, porém Van der Sar é seguro e encaixa a bola, buscando-a no ângulo.

Depois dos 10', o United começa a cessar a marcação por pressão, e isso dá mais liberdade para o City atacar, embalado pelo ritmo da torcida.

Nos primeiros 15 minutos, o duelo que a imprensa aclamava, de Tévez x Rooney, era produtivo. Rooney era o melhor de seu time, e Tévez de seu. Era visível o recuo dos dois, que voltavam para marcar e armar o jogo.

Com a volta de Rooney para a defesa, isso abria espaço para os volantes dos red devils chegarem para finalizar, com exceção de Gibson, preso na marcação. Scholes e Fletcher quase marcaram, com chutes venenosos.

Se os volantes do United vinham bem, o mesmo não se pode dizer dos do City. Seu meio campo não conseguia emplacar um contra-ataque, pois o apagado Barry raramente acertava passes, e De Jong não tinha velocidade. Com isso, bastava apelar para a ligação direta à base de chutões. Com o bom posicionamento da defesa do Manchester United, isso não dava resultado.

Entretanto, quando o City emplacava uma boa troca de passes, o time mostrava velocidade e eficiência. Mas, como disse anteriormente, faltava chegar bem à frente.

Scholes já mostrava o que viria por aí. Raramente errava passes, desarmava muito bem, mostrava ótimo censo de posicionamento, e ia a frente finalizar. Era um típico box-to-box. No outro duelo, Barry x Scholes, era clara a superioridade da lenda do Manchester.

Aos 40', Scholes lança para Valencia, que dá bom passe de cabeça. Rooney faz uma boa ginga de corpo, e se vê na cara do gol. Ele bate de esquerda e perde oportunidade simplesmente incrível.

Bridge estava mal na partida. Num de seus vacilos, o United quase chega ao gol adversário. Valencia recebe nas costas de Bridge, cruza rasteiro e Giggs perde o gol feito.

Terminado o primeiro tempo, os red devils começaram melhor a partida, com marcação por pressão e chegada dos volantes. Mas depois, a marcação cessou e o City equilibrou a partida, com a velocidade de Tévez, Bellamy e A. Johnson. No entanto, era unanimidade a falta de chutes a gol dos dois times. O Manchester chutou 6 vezes, com apenas 2 indo em direção ao gol. Já o City só chutou 2 vezes. E, em um jogo com poucas oportunidades de gol, o Manchester United era que tinha as melhores (embora poucas) oportunidades de marcar. No geral, o United era melhor, embora estivesse equilibrado.

O segundo tempo começou exatamente como terminou o primeiro. Manchester com muita posse de bola, e City nos contra-ataques pelo lado direito. E, o problema crônico: falta de chutes a gol.

É bom registrar a ótima participação de Gary Neville pela direita, defensivamente. Poucas vezes o City foi pela esquerda, pois havia uma muralha chamada Neville por esse lado. Scholes cuidava do meio de campo. Então só restava o lado esquerdo do United para o City.

Aos 57', Tévez comanda um contra-ataque, toca para Bellamy e sai correndo para receber. Bellamy, no entanto, é individualista e chuta errado, quando Tévez está livre.

Ferguson queria o time mais ofensivo e objetivo. Para isso, tirou Gibson e pôs Nani na partida.

Isso não deu efeito, pois o time continuava cruzando bolas para a área para ninguém cabecear.

O jogo estava monótono e chato. Até que, faltando 15 minutos para o final da partida, a tendência da partida é que ela se abra. Os times começavam a ir à frente e acumulavam boas chances.

Aos 85', quase o City faz o seu. Van der Sar falha pela primeira vez no jogo, e o gol fica vazio. Vazio, digo sem goleiro, pois 6 jogadores do United juntaram-se em cima da linha. Com isso, foi um bate-rebate, até que Evans afasta o perigo.

O curioso é que, depois disso, nenhum torcedor saiu do estádio, pela tradição de gols no fim que ronda esse clássico. Mas, no fundo, ninguém acreditava muito que o 0 a 0 saísse de lá.

Mas saiu, aos 92', faltando 10 segundos pro final da partida. Obertan acha Evra pela esquerda, que cruza e o melhor da partida, Scholes cabeceia. 0 a 1. E o jogo, que no geral foi muito ruim, acabou sendo bom. Ou melhor, emocionante, como sempre é nesse dérbi.



Dados:

Resultado final: Manchester City 0 x 1 Manchester United.

Estádio: City of Manchester, em Manchester.

Público: 47.019.

Escalação Manchester City: Given; Onuoha, Kompany, Touré e Bridge; De Jong (Ireland 78'), Barry e A. Johnson (Vieira 65'); Bellamy, Tévez e Adebayor (Wright Philips 75'). Técnico: Roberto Mancini.

Escalação Manchester United: Van der Sar; G. Neville, Vidic, Evans e Evra; Gibson (Nani 59'), Scholes, Fletcher, Valencia (Obertan 80') e Giggs; Rooney (Berbatov 74'). Técnico: Alex Ferguson.

Cartões amarelos: Kompany, Adam Johnson e Evra.
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Tottenham 2 x 1 Arsenal


Arsenal e Tottenham é provavelmente o maior clássico da Inglaterra. Ambos os times são de norte de Londres, e têm o CT muito próximos uns dos outros. Diz a lenda que os diretores se espiavam, passando-se por outras pessoas, assistindo ao treino do rival.

De fato, não podemos afirmar que neste clássico que ocorreu hoje, eles se espiaram. Mas podemos dizer que o que vimos foi, certamente um dos maiores jogos do campeonato inglês. O placar não sugere isso, mas se virmos a pressão, os gols, e os momentos dos times, logo entendemos o que estou falando.

O jogo começou com superioridade do Arsenal. Logo com 1 minuto de jogo, Campbell cabeceou e Assou-Ekotto salvou em cima da linha. Isso poderia ser uma prévia de como o jogo seria bom.

Passados 5 minutos, o Tottenham parecia ter equilibrado a partida. Harry Redknapp, o técnico do Tottenham, surpreendeu ao escalar o garoto Danny Rose na frente. Era sua estreia no time do Tottenham. E justamente contra o Arsenal. Ele pareceu não sentir a pressão, e depois de um escanteio cobrado, Almunia afasta a bola para fora da área. O menino pega um sem pulo fantástico, "na veia", e a bola encobre Almunia. 1 a 0. Que golaço!

Dito tudo isso, era até imbecil imaginar que só se tinham passado 8 minutos.

O Arsenal sentia falta de Van Persie. O holandês está recuperado de lesão, e começou a partida no banco de reservas. O que me pareceu ter acabado com o time do Arsenal: tocavam para o meio, onde estaria Van Persie, e não arriscava de fora da área, característica de Persie. Não havia perspectiva de vitória se o Arsenal continuasse assim.

A lesão de Vermaelen, logo aos 17', pareceu ajudar a construir esse pensamento. Era praticamente uma expulsão, dado o jogador que viria: Silvestre, que já foi bom, porém hoje é pior que Ronaldo improvisado na zaga. Outro motivo para Arsene Wenger se preocupar.

É bom frisar: o Arsenal não ficou atrás. Foi para cima, em busca do gol. O problema foi a falta de objetividade e chutes a gol. Os poucos chutes que seguiram foram depois de jogadas individuais, que os jogadores se empolgaram, e chutaram quase sem ângulo.

Rosicky era o melhor dos gunners na partida. Tinha muita vontade, mas ele tinha esquecido no vestiário seus potentes chutes de fora da área. Ainda assim, criava algo de vez em quando, no entanto raramente ultrapassava a muralha que Redknapp propôs para sua defesa, logo na frente da área.

O primeiro tempo terminava com um jogo até agora mediano. Nos 45 minutos, o Arsenal manteve mais a posse de bola, contudo os spurs foram superiores. Era o Tottenham quem criava as melhores chances de gol, o problema do Arsenal. Além de Van Persie, sentia-se muito a lesão de Cesc Fábregas. Além de ter se defendido com bastante destreza.

No vestiário, o eterno Redknapp deve ter dito aos seus jogadores o seguinte: "façam mais um gol, pois eles não conseguirão empatar. Vão com tudo para cima logo nos primeiros minutos. Vou adiantar a marcação, e Bale, faça-me o favor de apoiar mais".

Foi isso que ocorreu. O Tottenham já na saída de bola tentou um lançamento. Não deu certo, mas apenas 1 minuto depois, Defoe mostrou habilidade para passear pelo lado esquerdo do Arsenal e achar Bale livre para deslocar Almunia. Com 46 minutos e 2 a 0 no placar, não restou se defender e esperar um contra-ataque que viria.

O Arsenal rezava todo minuto para Van Persie entrar. Enquanto isso, não conseguia deixar seus atacantes na cara do gol. E faltava apoio de Clichy e Sagna, que ficaram na defesa, resultando em um Arsenal atacando somente pelo meio, com ineficiência.

Os jogadores do time branco estavam satisfeitos, com Gomes agarrando tudo e mais um pouco.

Finalmente, aos 68', Van Persie entrava. E no lugar do apagado brasileiro Denílson. Era o Arsenal partindo pro tudo ou nada, tirando um volante e colocando um atacante.

No começo sentia o ritmo de jogo. Mas depois de 10 minutos, já parecia que estava jogando havia 6 partidas. Impressionante sua capacidade técnica.

A alteração surtiu efeito. O time melhorou, com mais oportunidades. Bendtner foi colocado de cara para o gol e bateu cruzado, e a bola quase entra.

Mas o Arsenal guardava energias para sua marca registrada: os últimos 10 minutos avassaladores.

Eis o bombardeio que consagrou Gomes:

Aos 81', Van Persie domina no peito e chuta de voleio; Gomes faz milagre.

Com 82', Rosicky faz boa jogada e chuta rente a trave, mansamente.

Passados 83 minutos, Van Persie cobra falta, no ângulo com força, e Gomes faz a maior defesa do jogo.

Aos 84', cobrança de escanteio, Bendtner cabeceia bem, Gomes faz defesa de puro reflexo, indo buscar a bola no ângulo.

E aos 85', finalmente, Walcott recebe, e cruza para o bem posicionado Bendtner fazer 2 a 1. Mas engana-se quem acha que o bombardeio acabou.

Porque aos 87', Van Persie chuta de fora da área, a bola pega curva, e Gomes se consagra definitivamente.

Depois, a defesa do Tottenham se ajeitou, e conseguiu acabar com a pressão. Era 2 a 1. E fim de jogo. E do tabu.



Notas:


Tottenham:

Gomes: Nota 9,5 - O melhor da partida. Não fosse ele, seu time teria sido goleado.
Kaboul: Nota 4,5 - Às vezes apelou para a violência, e não sabia quem marcar.
Dawson: Nota 7,0 - O melhor dos zagueiros do Tottenham. Bem posicionado, conteve o ímpeto ofensivo do Arsenal.
King: Nota 6,0 - Desarmou bem, mas foi mal pelo alto e no posicionamento. Mas não comprometeu.
Assou Ekotto: Nota 6,5 - Marcou bem as peças adversárias, sobretudo Nasri.
Bale: Nota 7,0 - Fez o gol, porém ficou mais parado na defesa, contrariando sua característica.
Modric: Nota 6,0 - Perdeu um gol feito, mas deu bons passes.
Huddlestone: Nota 5,0 - Não sabia quem marcar, e não passou com qualidade.
Rose: Nota 8,0 - Mostrou ter estrela e competência em sua estreia com a camisa londrina.
Defoe: Nota 8,0 - Se movimentou bem, e deu uma assistência primorosa.
Pavlyuchenko: Nota 4,5 - Mais recuado, não fez praticamente nada no ataque.
Bentley: Nota 6,5 - Fez bom papel de marcação.
Gudjohnsen: Nota 5,0 - Pouco jogou, mas deu tempo de perder um gol feito.
Crouch: Sem nota - Jogou apenas 2 minutos. Substituição para gastar tempo.

Arsenal:

Almunia: Nota 6,0 - Falhou no primeiro gol, mas fez boas defesas, principalmente em uma jogada de Modric.
Campbell: Nota 7,0 - Falhou no segundo gol, mas demonstrou bom posicionamento e boa chegada a frente. O melhor zagueiro do Arsenal.
Eboué: Nota 4,0 - Ineficiente no apoio e na defesa, foi peça nula no clássico.
Sagna: Nota 5,0 - Apoiou nas horas erradas, deixando um corredor livre.
Vermaelen: Sem nota - Jogou pouco tempo até sair por lesão.
Clichy: Nota 5,5 - Não é aquele lateral que chega a frente como dizem que ele é, mas fez uma boa jogada ofensiva.
Rosicky: Nota 7,0 - Mostrou disposição e tocou bem, mas não deu bons chutes.
Nasri: Nota 3,5 - Assumiu o lugar de Fábregas, mas só na posição, pois deu passes na fogueira, não chutou e não driblou.
Diaby: Nota 5,0 - Não vem repetindo as atuações do primeiro turno.
Denílson: Nota 4,0 - Errou passes, e deu contra-ataques. Sou brasileiro, mas admito que ele não jogou nada.
Bendtner: Nota 6,5 - É aquele lema de atacante: mal no jogo todo, mas em um lance deixa sua marca.
Silvestre: Nota 1,0 - Falhou demais. E comprometeu, com um passe bisonho dado no fim do jogo, que deixou Crouch comandando um contra-ataque.
Walcott: Nota 6,0 - Teve velocidade, e deu uma assistência. Entrou bem.
Van Persie: Nota 7,5 - Mostrou personalidade, e quando entrou mudou o ritmo de seu time. O melhor jogador do Arsenal na partida, sem dúvidas.

Árbitro: Pecou pelo excesso de cartões amarelos sobretudo no primeiro tempo, mas em geral foi bem.

Dados:


Resultado final: Tottenham 2 x 1 Arsenal.

Estádio: White Hart Lane, em Londres.

Público: 36.041.

Escalação Tottenham: Gomes; Assou-Ekotto, Dawson, King e Bale; Kaboul, Huddlestone, Modric e Rose (Bentley 45'); Pavlyuchenko (Crouch 88') e Defoe (Gudjohnsen 67').

Banco de Reservas Tottenham: Bentley, Crouch, Gudjohnsen, Alnwick, Bassong, Kyle Walker e Livermore.

Escalação Arsenal: Almunia; Sagna (Walcott 52'), Campbell, Vermaelen (Silvestre 17') e Clichy; Eboué, Diaby, Denílson (Van Persie 68'), Rosicky e Nasri; Bendtner.

Banco de Reservas Arsenal: Walcott, Silvestre, Van Persie, Fabianski, Eduardo da Silva, Fran Merida e Eastmond.

Cartões amarelos: Modric, Kaboul, Dawson e Denílson.

Árbitro: Mark Clattenburg.
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Manchester United 1 x 2 Chelsea


Grande jogo. Era, de certo, o jogo mais aguardado do campeonato inglês neste fim de semana. Na Europa, estava atrás apenas de Schalke 04 x Bayern de Munique. Foi literalmente um show de declarações pré-jogo. Ferguson elogiou Macheda, Fletcher elogiou o time do Chelsea, etc.

No entanto, o que mais chamava atenção eram os treinadores importantes do mundo da bola que estavam presentes no Old Trafford. Sven Goran Eriksson, técnico da Costa do Marfim, e Carlos Queiroz, de Portugal, decidiram ver de perto seus jogadores para a Copa.

O jogo começou sem Drogba, que está em fase final de recuperação de uma lesão, e sem Rooney, lesionado contra o Bayern. Talvez por isso o jogo não tenha sido do nível dos outros clássicos ingleses, porém não deixou de ser um bom jogo.

Os primeiros 15 minutos foram mornos, com as equipes se estudando. A única boa oportunidade que aconteceu nesse período foi quando Evra avançou pela esquerda e chutou cruzado, para boa defesa de Cech. Aliás, como esse time do Chelsea se sente mais confiante quando Cech atua. Ele não é um goleiro espalhafatoso, de defesas incríveis, mas é muito seguro. Faz as coisas difíceis parecerem fáceis.

Depois disso, o Chelsea começou a ter ligeira superioridade, com Joe Cole saindo da direita para dentro, confundindo Evra e Vidic, que se revezavam para marcá-lo. Entretanto, o gol saiu pelo lado mais forte do Chelsea: o esquerdo, do espetacular Malouda.

E foi ele que recebeu a bola, entortou Fletcher e cruzou rasteiro para um gol no mínimo estranho de Joe Cole, de calcanhar. 1 x 0. E Cole estava muito bem, principalmente taticamente, atraindo a marcação para os outros companheiros jogarem.

O Manchester se limitou a marcar na primeira etapa. Faltava velocidade nos contra-ataques, pois Berbatov não é rápido como Rooney, que fez muita falta aos red devils. A marcação era individual, mas apenas um jogador conseguiu anular alguém do Chelsea: Fletcher acabou o jogo para Lampard, extremamente apagado.

O brasileiro Deco foi eficiente, com bons passes. Valencia não jogou nada, mas ele eu entendo, devido ao entrosamento com Rooney.

O primeiro tempo terminou com 5 minutos de pressão por parte do United.

Final de etapa, o Manchester adiantou a marcação, sufocando o Chelsea no campo adversário. Pareciam jogos distintos na primeira e segunda etapa. Mas não conseguiu penetrar Terry e Alex. Por isso, Joe Cole fez uma excelente jogada e tocou para Paulo Ferreira, que ficou na cara do gol e perdeu um gol incrível.

Era a vez do Manchester: Berbatov se posicionou bem, e deu uma cabeçada que não entrou por centímetros.

O Manchester continuou a pressão, comandando pelo vovô Giggs, que fazia boa partida no segundo tempo. Só que o maior pecado dos devils foi deixar Drogba, que acabara de entrar, sozinho para marcar um gol, aos 34 do segundo tempo, com sua frieza característica. Manchester melhor, mas o futebol é injusto: 2 x 0. Bom lembrar que o gol foi em impedimento.

Macheda, o jovem italiano que promete que será um ótimo atacante, mostrou sua estrela e sorte quando Nani fez boa jogada, Chelsea rebateu e a bola bateu em seu peito. 2 x 1. Mas já era tarde demais. O Chelsea aguentou a pressão e tornou-se o novo líder do campeonato inglês.

Um bom jogo taticamente, mas que poderia ser melhor tecnicamente. Isso deveu-se ao apagão completo de Lampard, e da ausência de dois dos melhores jogadores do mundo, Drogba e Rooney, embora o primeiro tenha entrado no fim do segundo tempo.

Malouda foi novamente muito bem, o melhor jogador do Chelsea. O francês está, hoje, entre os 10 melhores do mundo. Não é exagero. Ele tem um cruzamento muito bom, velocidade, drible e é eficiente.

O Chelsea assume a ponta, como vemos abaixo:

1° Chelsea com 74 pontos.
2° Manchester com 72 pontos.
3° Arsenal com 68 pontos e uma partida a menos.



Dados:

Resultado final: Manchester United 1 x 2 Chelsea.

Estádio: Old Trafford, em Manchester.

Público: 75.217.

Escalação Manchester United: Van der Sar; Gary Neville, Ferdinand, Vidic, Evra; Valencia, Fletcher (Gibson 86'), Giggs, Scholes (Nani 72'), Park Ji-Sung (Macheda 72'); Berbatov.

Banco de Reservas Manchester United: Gibson, Nani, Macheda, Kuszczak, Carrick, Rafael e De Laet.

Escalação Chelsea: Cech; Paulo Ferreira, Alex, Terry, Zhirkov; Joe Cole (Kalou 73'), Deco (Ballack 82'), Lampard, Mikel, Malouda; Anelka (Drogba 69').

Banco de Reservas Chelsea: Kalou, Ballack, Drogba, Turnbull, Sturridge, Belletti e Bruma.

Cartões Amarelos: Scholes, Gary Neville, Fletcher e Deco.

Árbitro: Mike Dean.
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Chelsea 7 x 1 Aston Villa


O Chelsea hoje deu um grande passo em rumo ao título da Premier League. Carlo Ancelotti disse que para ser campeão inglês bastavam 18 pontos.

Se isso for verdade, hoje os blues deram um grande passo rumo ao objetivo traçado. Goleou o Aston Villa, um ótimo time, por sinal, por 7 a 1, na melhor atuação do Chelsea na temporada.

A escalação, sem Drogba, cortado devido à uma lesão que teve contra o Portsmouth, sugeria que não haveria muitos gols no jogo. Ledo engano. Lampard, 4 vezes, Malouda, 2 vezes e Kalou definiram o placar.

O Chelsea começou tímido os primeiros 10 minutos, respeitando o Aston Villa, que igualmente respeitava o Chelsea. No entanto, depois de certo tempo, o Chelsea se soltou e pressionou o Villa, sobretudo pelo lado esquerdo, e com Lampard.

Nesse lado esquerdo estava o ótimo Malouda, que junto com Zhirkov e Anelka, caindo pelos lados, formavam um trio de respeito, dando inveja a qualquer time europeu.

Desta forma saiu o primeiro gol: Lampard inicou a jogada, tocou para Anelka, que fez uma boa jogada e tocou para Malouda, que iniciou sua atuação impecável com uma assistência para Lampard completar de carrinho para o gol de Friedel. 1 x 0.

De fato, Malouda foi o melhor jogador do Chelsea no jogo todo. Você pode pensar: "mas Lampard fez 4 gols..." sim, mas todos eles tiveram toques de Malouda. O francês fez ótimas jogadas, com muita precisão e velocidade.

Lampard também foi muito bem. Um típico Box-to-Box, esteve em todas as partes do campo. Resumindo, esteve literalmente no lugar certo na hora certa, mostrando um ótimo senso de posicionamento. A torcida do Chelsea pode encher os pulmões e gritar: "o Lampard voltou". Ou melhor: "Lampard is back".

O Aston Villa teve a competência de conseguir um gol com Carew, depois que Ashley Young, depois de boa jogada pela esquerda, cruzou para ele completar, num gol parecido com o primeiro do Chelsea. 1 x 1.

Aos 42 do segundo tempo, Zhirkov dá uma boa arrancada, toca para Malouda que devolve de letra, para receber seu primeiro pênalti, que não existiu. Um pênalti "à brasileira". Lampard bateu forte, alto, no canto direito do estadunidense Friedel. 2 x 1.

No segundo tempo, o show do Chelsea começa. Os melhores 45 minutos que vi nessa temporada.

Aos 11 minutos do segundo tempo, os blues dão vários toques na bola, com destaque para o passe excepcional de Deco para Zhirkov cruzar à meia altura, e Malouda pegar num sem pulo. Golaço. 3 x 1. Daqueles de voltar à entrada do estádio, e pagar novamente o ingresso.

O Chelsea continou investindo no seu lado esquerdo. Deco e Lampard ditavam o ritmo no meio-campo. Então, o russo Zhirkov tocou meio errado para Deco, que conseguiu dar um ótimo passe para Anelka, que passou para o russo sofrer a penalidade, esse legítimo.

O cobrador oficial Lampard bateu ainda melhor que o primeiro penal. Friedel ficou parado no meio do gol, achando que ele ia bater nesse lugar. Lampard bateu na rede lateral do gol. Excepcional cobrança. O gol foi aos 16 minutos da segunda etapa. 4 x 1.

Aí, Lampard recebeu pelo meio e teve a tranquilidade de passar para Malouda prosseguir a goleada. Outro bonito gol. Parecido com o de Carlos Alberto Torres na Copa de 1970, com as devidas proporções, é claro. Isso, aos 22. 5 x 1.

Faltando mais de 25 minutos para o fim do jogo, ainda deu tempo de o Chelsea dar mais espetáculo.

Lampard deu espetacular passe para Anelka, que estava louco para fazer o dele, se enrolou com a bola mas conseguiu achar Kalou livre para bater cruzado no cantinho. 36 minutos, 6 x 1.

O último gol ocorreu depois de cruzamento de Malouda mal rebatido pela zaga, que deu uma assistência para Lampard fazer o quarto, aos 45 do segundo tempo. 7 x 1, e a crise está instalada em Birmigham.

Atuação magistral do Chelsea, que surpreende ainda mais se considerarmos que os dois times estavam em igualdade numérica. A briga pelo título inglês agora está muito acirrada, com o líder, Manchester United, e o vice-líder, Chelsea separados por apenas 1 ponto.

E semana que vem os dois se enfrentam, em Old Trafford. Um jogo imperdível.



Dados:

Resultado: Chelsea 7 x 1 Aston Villa.

Estádio: Stamford Bridge, em Londres.

Público: 41.825.

Escalação Chelsea: Cech; Paulo Ferreira, Alex, Terry, Zhirkov (Van Aanholt, 76'); Mikel, Deco (Ballack 72'), Lampard, Joe Cole (Kalou 76'), Malouda; Anelka.

Banco de Reservas Chelsea: Van Aanholt, Ballack, Kalou, Drogba, Turnbull, Bruma e Sturridge.

Escalação Aston Villa: Friedel; Young, Collins, Dunne, Warnock; Sidwell, Stiliyan Petrov (Downing 63'), Milner, Ashley Young; Carew (Delfouneso 63'), Agbonlahor (Beye 71').

Banco de Reservas Aston Villa: Downing, Delfouneso, Beye, Guzan, Davies, Salifou, Cuellar.

Cartões Amarelos: Zhirkov, Deco, Paulo Ferreira, Petrov, Dunne.

Árbitro: Peter Walton.
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