Crise no Corinthians

Adílson Batista, demonstrando preocupação. Pediu demissão ou foi demitido?

Você não leu errado. Depois de dois anos de aparente calmaria, que não foi interrompida nem após a eliminação precoce na Libertadores deste ano, o Corinthians volta a um passado nem tão distante, e vê-se afundado em uma crise do estilo da época de Alberto Dualib. O motivo é a desgraça que deixa qualquer clube irrequieto, a ausência de vitórias - desta vez, até no Pacaembu, onde o time do Parque São Jorge costuma fazer prevalecer sua técnica. Após 5 jogos sem conquistar os 3 pontos, no qual entram nessa série 2 empates e 1 derrota dentro de casa, o processo culminou com a saída de Adílson Batista do alvinegro paulista.

As circunstâncias, porém, continuam mal-esclarecidas, tendo em vista que, se por um lado diretor e treinador dizem que Batista é que se demitiu, as declarações do ex-zagueiro na entrevista coletiva sugerem o contrário. "Às vezes o próprio torcedor cria um clima desfavorável, os atletas não rendem. E não acho legal esse tipo de situação (invasão de torcedores organizados no CT do clube, com o consentimento da diretoria", afirma Adílson, que completa sobre Defederico: "Não adianta vir pedir pra jogar aqui ou ali, tem de ser onde o time precisa. As pessoas dizem que ele fez um bom jogo contra o Ceará, mas ele fez quantas jogadas? O que ele fez foi um gol cagado", ele termina dizendo, quando questionado se foi demitido ou entregou o cargo, que "tem coisas que são internas."

Portanto, tais declarações podem ser interpretadas como de duplo sentido. A verdade é que, a meu ver, o principal motivo da queda de Adílson foi a torcida do Corinthians, em especial algumas organizadas. É evidente que ele não passou no goto da Gaviões da Fiel, e isso o prejudicou já que, segundo dizem alguns, integrantes da torcida conseguiram o número da casa de Adílson e o ameaçaram, quando a sequência passou a ficar negativa. Isso agrava-se ainda mais quando o presidente do clube, o amador Andrés Sanchez, age com anuência em relação a essas facções, chegando ao ponto de convidá-los para entrar no clube para protestar e conversar (sic) com os atletas.

Não precisa ser especialista para entender que a pressão dos fãs não faz bem a nenhum clube - não só no Corinthians, mas em qualquer time do mundo. A verdade é que Adílson, já assustado com as ameaças, provavelmente entrou em pânico quando soube que a menos de 5 metros, seus delatores estavam lá, olhando com cara feia para ele. Fazer o quê? O Corinthians, mesmo depois de 100 anos de existência, ainda não conseguiu corrigir esse grave problema: a torcida é quem manda no clube.

Quanto à escolha de Adílson, no final de julho, mostrou-se clara a falta de critério do Corinthians. Com Mano Menezes, cedido gentilmente por Andrés ao seu amigo Ricardo Teixeira, o Timão possuía mais consistência defensiva do que poderio ofensivo. Quando ficavam 5 para atacar, com os laterais revezando no apoio, o time chegou à liderança do Brasileirão. Havia sempre um jogador na sobra nos contragolpes adversários, o que não aconteceu com Adílson Batista. O Corinthians podia não ganhar de goleada, mas raramente levava muitos gols. Era sólido. O de Adílson passou a ser mais agressivo, embora houvesse confusão no posicionamento dos jogadores. O futebol de alguns jogadores cresceram, como o de Elias e Jucilei, contudo Chicão, William e Bruno César caíram drasticamente. Os números abaixo demonstram esse processo.

Mano Menezes (11 rodadas):


Goleadas, com 3 gols de diferença - Nenhuma.

Vitórias com 2 gols de diferença - 3, nos jogos contra Santos, Internacional e Guarani.

Vitórias com 1 gol de diferença - 4, contra Atlético-PR, Fluminense, Grêmio e Atlético-MG.

Jogos que perdeu por 2 gols de diferença - 1, contra o Atlético-GO.

Derrotas por 1 gol de diferença - Nenhuma.

Gols marcados - 20 gols.

Gols sofridos - 12 gols.

Jogos que não levou gols - 4 jogos.

Saldo de gols - 8 gols.

Dirigentes do Corinthians.

Adílson Batista (17 rodadas*):


Goleadas, com 3 gols de diferença no mínimo - 3 goleadas, contra São Paulo, Goiás e Prudente.

Vitórias com 2 gols de diferença - Nenhuma.

Vitórias com 1 gol de diferença - 4, contra Flamengo, Vitória, Fluminense e Santos.

Jogos que perdeu por 2 gols de diferença - Nenhum.

Derrotas por 1 gol de diferença - 6 derrotas.

Gols marcados - 32 gols.

Gols sofridos -
24 gols.

Jogos que não levou gols - 3 gols.

Saldo de gols - 8 gols.

Ainda que a diferença de 6 jogos entre os dois seja de respeito, é fácil chegar à conclusão que, friamente, os números não são muito distintos quanto aos gols, mas são diferentes. Definitivamente, os jogos com Adílson no comando foram mais emocionantes para o telespectador, pela presença maior de gols - a favor ou contra. O problema, no entanto, foi a má distribuição de gols pró. Anotava muitos tentos em jogos contra adversários fáceis, e também nas derrotas. Nas 6 derrotas, chegou à incrível denominação de 8 gols marcados - mais de um por jogo. E também a falta de regularidade. Nos primeiros 10 jogos, Adílson sempre alternava um resultado positivo com um negativo. Ganhava e perdia, empatava e ganhava. Essa sina só foi quebrada com uma sequência de 2 vitórias.

Portanto, a passagem de Adílson pelo maior time do Brasil não foi um fracasso geral. Conseguiu se manter no bloco de cima, mas não foi consistente. Sua defesa ficou uma peneira, enquanto o ataque, que criava muitas oportunidades, não as convertia em gol. E, ora, chegamos ao outro ponto. A ausência de Ronaldo, sempre por lesão, deixou o Corinthians muito debilitado na hora do chute final. Iarley é um jogador rápido e com habilidade, mas não é o atirador. O mesmo pode se dizer de Jorge Henrique e Dentinho. Não acho que o fato de termos dois jogos por semana tenha sido um dos vilões, já que todas as equipes são submetidas a isso. Curiosamente, o Internacional, em ascendente, o Vitória, o Botafogo, entre outras equipes, não foram muito afetados por esse mal. A demissão de Adílson Batista foi, então, aceitável.

É inevitável pensar que se Mano tivesse continuado no Corinthians, o clube estaria liderando isoladamente o campeonato. É o que fica, o gostinho final. Entretanto, se a diretoria do Corinthians ficar com esse pensamento, o time periga até a ficar de fora da Libertadores. Quarta-feira enfrenta o Vasco, depois vem o Guarani e o Cruzeiro. O período de dois jogos por semana já acabou. São adversários fortes. Mas é importante achar um substituto rapidamente para Batista, que na opinião deste que vos escreve, deve ser Dunga. Ele mesmo, tão criticado nesse blog. É muito profissional e sabe de futebol. Teria alguns problemas para contornar, como o problema com Roberto Carlos e Ronaldo, não convocados para a Copa, o primeiro injustamente e o segundo justamente. Parreira seria um bom nome, mas é preciso ousadia, o que só aconteceria com a escolha de Carlos Caetano Bledorn Verri, o famoso Dunga.


O jogo que derrubou Adílson Batista.

*um jogo, válido pela 18ª rodada, foi adiado em virtude do Centenário. Será disputado quarta-feira, contra o Vasco.

Um abraço amigos,

Cristiano Soares.
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Aviso e Tostão


Olá amigos!

Estou em semana de provas, e por isso o blog está um pouco desatualizado. Em cerca de uma semana, volto a publicar textos com frequência. Já tenho alguns quase prontos.

Hoje, para não perder o costume, uma coluna do ex-craque Tostão.

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É injustificável uma Copa do Mundo ser jogada com uma bola que a maioria dos goleiros, defensores e atacantes, não gostam. Só os que têm contrato de publicidade com o fabricante elogiaram a bola. Seria como se um grande pianista tocasse em um dos grandes teatros do mundo com um piano que ele não gostasse.

Nos treinos em Johanesburgo, o Brasil se preparou para jogar contra a Coreia do Norte. A equipe marcou por pressão, o que raramente faz, e os reservas atuaram com duas linhas bastante recuadas de quatro jogadores, como jogam os coreanos. Hoje, contra a seleção do Zimbábue, o Brasil deve repetir a estratégia.

Se a Seleção, em vez de viajar e fazer dois amistosos contra fraquíssimos adversários, repetisse os ótimos e intensos treinos que tem feito, seria melhor tecnicamente, os jogadores ficariam mais descansados e correriam menos riscos de contusões. Mas a rica CBF só pensa em faturar.

Ouço muito aqui em Johanesburgo que as seleções de 1994 e a atual são bastante parecidas. Não vejo dessa forma. As seleções se parecem apenas na presença de dois volantes marcadores. Gilberto silva faz a mesma função de Mauro Silva, e Felipe Melo, a mesma de Dunga.

O estilo da Seleção de 1994 era mais lento, de mais posse de bola e de mais troca de passes no meio-campo, esperando o momento certo para tentar a jogada decisiva. O estilo do time atual é mais contra-ataques rápidos.

Não havia, em 1994, um meia de ligação como Kaká. Os meias Raí (depois Mazinho), pela direita, e Zinho, pela esquerda, atuavam pelos lados, formando dupla com os laterais. Na Seleção Brasileira atual, apenas Elano faz dupla com Maicon.

Não foi Dunga quem mudou forma de jogar da Seleção. Foram os técnicos, durante décadas. Com a globalização, o futebol brasileiro incorporou a forma de jogar dos europeus. Querem transformar o futebol em um jogo essencialmente pragmático e programado. Diminuíram muito os dribles e as trocas de passes.

Diminuiu a fantasia, mas o futebol arte não morreu. Quem tem talento joga bonito. É lindo ver um drible desconcertante de Robinho. O contra-ataque, como tem feito o Brasil, iniciando com as arrancadas de Kaká, também é bonito.

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Uma dica, vejam os outros artigos do blog, principalmente os mais antigos, pois penso que até hoje ninguém os leu, e foram dos que mais caprichei.

Um abraço,

Cristiano Costa.
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A convocação de Mano


Neymar não foi convocado. Essa foi a manchete de todos os sites de esporte brasileiros que se preze na tarde de quinta-feira. Particularmente, penso que o garoto prodígio deveria ser convocado, para Mano Menezes dar uma bronca, séria. Afinal, seleção é literalmente seleção, onde os melhores jogadores são minuciosamente escolhidos para integrar um conjunto de jogadores para representar sua pátria em competições ou amistosos, tudo com imparcialidade e inteligência. Ok, não é bem assim. Porque a lista de Mano dessa quinta-feira foi muito mais do que a polêmica exclusão de Neymar. Há vários nuances, como: a convocação de Neto, goleiro inexperiente; Réver, num mal momento pelo Atlético-MG; Giuliano, do Internacional, além de muitos outros jogadores duvidosos.

Como de praxe, o Fichas de Futebol deixa aqui a lista completa dos relacionados para os amistosos da CBF em Outubro, juntamente com os tradicionais pitacos sobre cada convocado.

Goleiros:
Victor, do Grêmio - Não está em seu melhor momento com a camisa tricolor. Apresentou algumas falhas nos últimos jogos, mas sua competência é provada.
Jefferson, do Botafogo - Sou fã dele, sempre deixei isso claro. É ídolo da torcida, sem contar que apresenta reflexos invejáveis, juntando com uma saída de gol eficiente. Goleiro seguro.
Neto, do Atlético-PR - Não gosto dele, não por ser de uma equipe mediana, mas sim por não crer que ele é digno de vestir a camisa da maior seleção do mundo. Tem nomes melhores, como Rogério Ceni ou o próprio Fernando Prass.

Laterais:
Daniel Alves, do Barcelona - O melhor lateral do mundo, faz jus à fama e vocação do Brasil, de jogar para a frente, sempre com ofensividade e velocidade. Deve ser o titular.
Mariano, do Fluminense - Será que é uma boa aposta. Creio que há uma grande admiração da imprensa por ele, mas pelo que acompanho do Fluminense, não é uma peça-chave da equipe, sem contar que não cruza bem. Tem velocidade, mas não é o bastante para o Brasil.
André Santos, do Fenerbahçe - Grande jogador, expira confiança em Mano Menezes, com quem trabalhou no Corinthians. Aprimorou muito o seu cruzamento nesse período na Europa - e não perdeu as características positivas, como a agressividade.
Adriano, do Barcelona - Admito, que dele não vi muita coisa. Pouco acompanhei jogos do Sevilla, e no Barcelona ainda não vi consistência. De positivo, o fato de ser ambidestro.

Zagueiros:
David Luiz, do Benfica - O futuro melhor zagueiro do Brasil, é pretendido pelas maiores equipes da Europa, como Chelsea e Real Madrid. Não é o que se pode chamar de um zagueiro clássico, elegante, técnico: dá muito chutão e por vezes apela para a violência. Ainda assim, não deixa ninguém passar por ele.
Thiago Silva, do Milan - Elogiado por Maldini e Baresi, é o titular absoluto do Milan, com imensa tradição em zagueiros - e com justiça. Extremamente técnico.
Alex, do Chelsea - É técnico para um zagueiro. Forte, de ombros largos, muito bom no jogo aéreo, e deve trazer a potência de volta para a seleção, já que suas faltas são precisas, típicas "bombas".
Réver, do Atlético-MG - Penso que há zagueiros melhores que ele. Basta observar os outros zagueiros convocados por Mano, três craques. Contratado para resolver o problema na zaga do Atlético, não melhorou muito, e não é nem a sombra do zagueiro alto do Grêmio.

Volantes:
Lucas, do Liverpool - Apesar de Roy Hodgson, técnico do Liverpool, não ser um grande admirador dele, Lucas deve ser a força de marcação, como o primeiro volante da seleção - o que não o impede de marcar gols.
Ramires, do Chelsea - Desengonçado, passadas largas, é magrinho mas muito forte. Grande qualidade nos passes, e chega bem na frente, com uma velocidade incrível. Aprovado.
Sandro, do Tottenham - Ainda não se firmou na equipe londrina do Tottenham, no entanto sua qualidade é imensa. Acho que deveria jogar, pois atuou poucos minutos como jogador da seleção, apesar de já ser presença constante nas convocações.
Elias, do Corinthians - Peça-chave do líder do Brasileirão, forte, raçudo, e muito útil. Para Ronaldo, o melhor jogador do Corinthians. Craque.

Meias:
Carlos Eduardo, do Rubin Kazan - Para falar a verdade, não o vi atuar por clubes até hoje, com exceção do Grêmio. Portanto, não posso falar baseado nesses critérios. Pela seleção, foi bem, por isso eu lhe aprovo.
Philippe Coutinho, da Inter de Milão - O substituto de Ganso na seleção, tem muita técnica e personalidade. A julgar pelos treinamentos da seleção brasileira na última data FIFA, vai entrar como armador da equipe.
Wesley, do Werder Bremen - Jogador muito parecido com Elias, é extremamente versátil, podendo jogador em todas as posições do meio pra frente. Já é o titular da boa equipe do Werder Bremen. Grande jogador.
Giuliano, do Internacional - Acho errado julgá-lo como o novo Kaká, mas tem personalidade. Pelo que fez pelo Inter, especialmente na Libertadores, merece a convocação.

Atacantes:
Pato, do Milan - Não sei se sou eu quem estou desinformado, mas até onde sei ele está lesionado. Como jogador, não tem discussão.
Robinho, do Milan - Em fase de adaptação na equipe milanista, já é habitual seu nome entre os 23 convocados, já há algum tempo. Representante do futebol-arte.
André, do Dínamo de Kiev - Pelas duas partidas que vi dele no Dínamo de Kiev, ainda tem personalidade e continua com o mesmo poder de decisão dos tempos de Santos.
Nilmar, do Villarreal - Não merece a convocação. Contratado para ser a estrela máxima no Villarreal, não rendeu muito até agora, e vem protagonizando caneladas históricas na cara do gol. Não é o mesmo jogador do Internacional.

Um abraço, galera!
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Roberto Carlos não é louco

Iarley e Jorge Henrique comemoram um dos gols da goleada. Título é possível sob o contexto atual.

Olá amigos!

Em primeiro lugar, queria deixar claro que não pude acompanhar a partida entre Guarani e Fluminense, pois o PFC "deu pau" aqui em casa, e não acompanhei a rodada no domingo. Mas vi Corinthians e Goiás, ao menos.

E foi desse jogo que saiu a declaração mais curiosa a meu ver, de Roberto Carlos - um homem muito inteligente, sempre com declarações sensatas e lúcidas. Ele afirmou que, para ser campeão, é preciso continuar mantendo os 100% de aproveitamento dentro de casa, e conseguir somente mais uma vitória fora de casa. A reação natural ao ouvir isso é de que este homem é um louco, sem controle de suas ideias.

Dias atrás, você pôde acompanhar uma publicação que fiz aqui no Fichas de Futebol, sobre números no Brasileirão (veja aqui). E lá, entre outras coisas, estabeleci que com 69 pontos ninguém lhe tira o título do Campeonato Brasileiro. Pude afirmar isso com base na pontuação dos últimos campeões, além da tendência natural de mais equilíbrio com o passar dos anos.

Voltemos à declaração de Roberto Carlos. O melhor aproveitamento da história dos pontos corridos dentro de casa foi do São Paulo de 2006, que só sucumbiu uma vez sob seus domínios, pontuando ao todo 46 pontos - 81%. Já o pior aproveitamento fora de casa de um campeão foi do Flamengo de 2009, com somente 26 conquistados - ainda assim, venceu 7 confrontos longe do Rio de Janeiro.

Com base nesse contexto, é de certa forma tentador imaginar que o Corinthians não terá nenhuma chance de chegar ao pentacampeonato se alcançar só as duas vitórias que o veterano lateral deseja. Depois de algumas observações, descobri que não é bem assim. O Corinthians pode, facilmente, manter o aproveitamento perfeito como anfitrião. Abaixo, os jogos faltantes no Pacaembu até o fim do campeonato:

- Corinthians x Grêmio.
- Corinthians x Prudente.
- Corinthians x Botafogo.
- Corinthians x Ceará.
- Corinthians x Atlético-GO.
- Corinthians x Palmeiras.
- Corinthians x Avaí.
- Corinthians x Cruzeiro.
- Corinthians x Vasco.

Claro que ninguém sabe como as equipes estarão fisicamente e tecnicamente, mas nessa lista destaco, como jogos difíceis: a peleja contra o Botafogo, um adversário muito indigesto; versus o Palmeiras, por razões óbvias; e contra o Cruzeiro, por ser uma equipe sempre consistente, independente de treinador e tal. As outras não devem ser um empecilho para a obtenção dos 3 pontos.

Roberto Carlos: ele não é louco.

Não chega a ser absurdo imaginarmos que o Corinthians vença todas essas partidas. Com isso, ao longo de 19 rodadas dentro de casa, somaria 57 pontos, aproximando-se da marca simbólica de 69 pontos. Com a vitória já conquistada no Olímpico, a única até o momento longe de São Paulo, a pontuação subiria para 60. Visando mais uma vitória, eis aqui os próximos oponentes fora de casa. É preciso mais 9 pontos. Abaixo, as circunstâncias e os adversários:

Atlético-PR x Corinthians - Digamos que esta seria a vitória.
Fluminense x Corinthians - Suponhamos que o Corinthians perca.
Santos x Corinthians - Nova derrota.
Internacional x Corinthians - Derrota.
Atlético-MG x Corinthians - Perfeitamente alcançável de um empate.
Guarani x Corinthians - Empate.
Flamengo x Corinthians - O Flamengo tem tudo para melhorar; portanto, o Corinthians perde.
São Paulo x Corinthians - Os jogadores entrarão empolgados pelo tabu e empatarão.
Vitória x Corinthians - Empate.
Goiás x Corinthians - O Corinthians tem dificuldades no Serra Dourada; mas empata.
Vasco x Corinthians - Empate.

Assim, com 9 pontos, chegaria aos 69 pontos necessários. E, com 28% de aproveitamento fora de casa, seria o pior visitante dos pontos corridos. Contudo, tornaria-se o melhor mandante. Completamente possível. Basta continuar com a consistência que a equipe vem apresentando nos últimos jogos.

Agora, Roberto Carlos não mais parece um louco.

Um abraço,

Cristiano Soares.
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Os garotos prodígios - I

Jogador soviético veste a linda camisa da União Soviética.

Este é um novo espaço no blog, em que direi como estão os antigos jovens-prodígios, tomando como base o Campeonato Mundial Sub-20. O modo é simples: conferir os países vencedores e seus respectivos elencos, e apurar em quê se transformaram, se tiveram sucesso ou não.

Desde 1977, da União Soviética, até o mais recente, Gana.

Os dados foram apurados por mim, com base no ótimo site que encontrei, o KLISF.

Vamos!

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1977

Campeão - União Soviética.

Competição - 16 países, 28 jogos e 70 gols, média de 2,5 por jogo.

Campanha da União Soviética:

- União Soviética 3 x 1 Iraque.
- Paraguai 1 x 2 União Soviética.
- Áustria 0 x 0 União Soviética.
- Uruguai 0 x 0 União Soviética (3-4 nos pênaltis).
- México 2 x 2 União Soviética (8-9 nos pênaltis).

Campanha geral - 5 jogos, 2 vitórias e 3 empates. Aproveitamento de 70% dos pontos.

Artilheiro da União Soviética - Vladimir Bessonov, com 3 gols.

Melhor jogador da União Soviética e da competição - Vladimir Bessonov.

Elenco da URSS:

- Aleksandre Novikov.
- Valentin Kriachko.
- Sergei Baltacha.
- Viktor Kaplun.
- Alexei Iljin.
- Andrei Bal.
- Vladimir Bessonov.
- Vagiz Khidiyatullin.
- Igor Bychkov.
- Robert Khalaidjian.
- Valeri Petrakov.
- Grigori Batich.
- Alexander Sopko.
- Sergey Kiselnikov.
- Vladimir Bodrov.
- Sergey Igumin.
- Sergey Darkov.
- Yuri Sivuha.

Onde jogavam antes da convocação:

Aleksandre Novikov - Sem informações.
Valentin Kriachko - Metalist Kharkiv.
Sergei Baltacha - Dínamo de Kiev.
Viktor Kaplun - Metalist Kharkiv.
Alexei Iljin - Lokomotiv Moscou.
Andrei Bal - Karpaty Lviv.
Vladimir Bessonov - Dínamo de Kiev.
Vagiz Khidiyatullin - Spartak Moscow.
Igor Bychkov - Druzhba Yoshkar-Ola.
Robert Khalaidjian - Sem informações.
Valeri Petrakov - Lokomotiv Moscou.
Grigori Batich - Karpaty Lviv.
Alexander Sopko - Dínamo de Kiev.
Sergey Kiselnikov - Sem informações.
Vladimir Bodrov - Dínamo Moscou.
Sergey Igumin - CSKA Moscou.
Sergey Darkov - Sem informações.
Yuri Sivuha - Dínamo de Kiev.

Onde jogaram quando atingiram o auge:

Aleksandre Novikov - Sem informações.
Valentin Kriachko - Metalist Kharkiv.
Sergei Baltacha - Dínamo de Kiev.
Viktor Kaplun - Dínamo de Kiev.
Alexei Iljin - Lokomotiv Moscou.
Andrei Bal - Dínamo de Kiev.
Vladimir Bessonov - Dínamo de Kiev.
Vagiz Khidiyatullin - Toulouse-FRA.
Igor Bychkov - Iskra Smolensk.
Robert Khalaidjian - Sem informações.
Valeri Petrakov - Lokomotiv Moscou.
Grigori Batich - Karpaty Lviv.
Alexander Sopko - Shaktar Donetsk.
Sergey Kiselnikov - Sem informações.
Vladimir Bodrov - Shinnik Yaroslavl.
Sergey Igumin - Volga Kalinin.
Sergey Darkov - Sem informações.
Yuri Sivuha - Metalist Kharkiv.

Quais jogaram Copas do Mundo:

Vagiz Khidiyatullin - Jogou as Copas de 1982 e 1990.
Sergei Baltacha - Jogou a Copa de 1982.
Vladimir Bessonov - Jogou as Copas de 1982, 1986 e 1990.
Andrey Bal - Jogou as Copas de 1982 e 1986.

Bessonov, o maior expoente daquela grande seleção sub-20 soviética de 1977.

Portanto, julgando alguns números, e observando os clubes, além de citações históricas, é possível afirmar que, dos 18 convocados para o torneio de 1977, tiveram sucesso em suas vidas os seguintes jogadores:

- Kryachko, que tem uma bonita história no Metalist Kharkiv.
- Baltacha, que foi à uma Copa do Mundo, foi sempre convocado, sem contar que é um dos maiores ídolos do Dínamo de Kiev.
- Bal, que foi à duas Copas, além de ser muito lembrado pelo Dínamo de Kiev.
- Bessonov, que foi provavelmente o que teve mais sucesso, foi à 3 (!) Copas, sem contar que fez parte do grande time da história do Dínamo de Kiev.
- Khidiyatullin, forte, foi à duas Copas, mantendo sempre uma regularidade nas equipes em que passou.
- Petrakov, sempre artilheiro, fez muitos gols pela carreira.
- Sopko, que dedicou quase toda a sua vida ao Shaktar Donetsk, e a página oficial do clube o idolatra.
- Sivuha, que foi um goleiro duradouro e teve seus anos de glória no Metalist Kharkiv.

Conclusão:

- Dos 18 garotos que embarcaram na Tunísia em 1977, 8 deles tiveram relativo sucesso na carreira, o que é de fato um bom número.

- Logicamente, nenhum deles foi ao máximo do patamar mundial, mas o trio Bessonov, Bal e Baltacha mostrava-se extremamente entrosado no Dínamo de Kiev, que formou um lendário time nos anos 1980.

- Curiosamente, Bessonov, o melhor jogador da competição, jogava como um lateral-direito, de muito sucesso pelo visto. Ele aproveitou o sucesso como jogador para tentar a carreira como técnico, onde conseguiu no máximo dirigir a equipe do CSKA Kyiv.

- Apesar disso, a campanha da União Soviética em si, no torneio, foi ruim. Só venceu duas vezes, em uma época que vitórias valiam dois pontos. Foi bem graças ao goleiro Sivuha, que entrou no decorrer da competição, e mostrou-se um exímio defensor de pênaltis.

Termino, aqui, esse especial sobre futebol que preparei... Se a União Soviética não é lá grande coisa, então preparem-se, pois na próxima vez que eu vier por aqui teremos um especial sobre a Argentina. E sabe quem jogou no time campeão? Um tal de Diego Maradona.

Aguardem!

Um abraço,

Cristiano Costa.
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Análise tática, e números interessantes do Fluminense

Emerson: um dos titulares da fantástica equipe tricolor.

Alguns poucos jogos tentaram, mas na 17ª rodada do Brasileirão, só deu Fluminense e São Paulo. Em meio à onda de empates chochos, sem graça, a penúltima partida antes do encerramento do Maracanã para o pó de arroz foi cheia de elementos interessantes, como o retorno de Washington contra o São Paulo, seu ex-clube, a expectativa pelo desempenho de Deco, Rogério Ceni, e mais alguns ingredientes que tornam certos jogos especiais.

Já devem saber que o resultado foi um empate com 4 gols, igualmente distribuídos entre os dois clubes. Os autores foram Deco, Rogério Ceni, Fernandão e Leandro Euzébio, exatamente nessa ordem. Houveram, também, dois grandes fatos que só contribuiram para a minha admiração ao futebol apresentado: o primeiro gol de Deco com a camisa do Fluminense e o 90° gol da carreira de Rogério Ceni, que vai se aproximando da marca de 100.

Quanto ao jogo, penso que no primeiro tempo o time carioca mostrou-se confuso em campo, sobretudo pela displicência tática de Belletti. Muricy Ramalho optou pelo esquema 4-5-1, e acho que ele desejava levar à seus comandados a distribuição tática predominante na Copa do Mundo, com 4 defensores, 2 volantes, 3 armadores e um atacante, o 4-2-3-1. No caso, indo direto ao meiocampo, ficariam Fernando Bob como volante pelo setor esquerdo e Diogo pela direita, vigiando Fernandinho. E, mais à frente, Deco ocupando a direita, Conca na esquerda, e Belletti como um camisa 10 central, formariam uma linha de 3 armadores. Não foi o que ocorreu; Belletti na verdade atuou como um terceiro volante, centralizado, pouco indo à frente - definitivamente, não sabia a sua função. Isso prejudicou o Fluminense a ter volume de jogo, e por isso não conseguiu pressionar o São Paulo em toda a primeira etapa. Até porque, quando Belletti saiu, o Fluminense passou a jogar melhor e dominou a segunda parte do jogo. Essa foi a minha visão tática.

No entanto, eu vim aqui, também, para apresentar-lhes alguns dados impressionantes. Ficou evidente que o Fluminense tivera dificuldades em reagir depois de um placar adverso, principalmente nos primeiros 45 minutos. Também pudera. Tem a segunda melhor defesa do campeonato, com 13 gols sofridos, média de menos de um gol contrário por jogo, de 0,7. Deixou de sofrer tentos em 6 partidas. Contudo, a informação mais impressionante é que foi apenas a segunda vez em que levou 2 gols em um jogo, enquanto o Corinthians, por exemplo, já alcançou essa marca negativa em 5 ocasiões.

A camisa tricolor; usando ela, jogadores de sua história podem chegar ao terceiro título nacional de sua história*, para representar as três cores.

E mais: só levou um gol antes de fazer em 3 oportunidades, das quais somente uma nas últimas 14 rodadas. Vem se tornado comum a cena do Fluminense inaugurando o placar.

Talvez por isso, quando saiu no intervalo perdendo pela primeira vez dentro do Maracanã, tenha ficado nervoso. E talvez seja isso que falte ao Fluminense, não perder, obviamente, mas também não se acomodar quando o resultado é bom para seu time. Isso aconteceu no domingo, quando abriu o placar com Deco.

Outro aspecto que tenho notado nessa equipe tricolor é que a equipe cresce bastante de produção na segunda etapa. Como eu não tinha visto muitos jogos do tricolor há um passado pouco distante, decidi pesquisar quantos gols o time marcou no segundo tempo desde a primeira jornada da competição. E cheguei à conclusão de que dos 30 gols marcados até agora, 19 foram anotados no segundo tempo.

Por isso, quando o Fluminense voltar à campo na quarta-feira, contra o Palmeiras, espere sempre um gol no segundo tempo. E, mais ainda, não espere um esquema tático igual ao dos últimos jogos. Muricy mostra uma faceta até então desconhecida, a capacidade de mudar a formação do time de acordo com o adversário. Foi assim contra o Goiás, frente o São Paulo, o Vasco, entre vários outros. Muito disso deve-se também aos desfalques - por contusão ou suspensão. Mas, nesse super elenco que o time vem montando, as baixas são, na verdade, altas. Incompetência à parte, meus parabéns à diretoria carioca.

Um abraço,

Cristiano Costa.

*contando com o torneio Roberto Gomes Pedrosa, que deu origem ao Brasileirão.
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UEFA Champions League vai começar!


Sim, amigos, o maior torneio interclubes do mundo está prestes a começar, desta vez pela temporada 2010/2011. Em campo, craques como Cristiano Ronaldo, Messi, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Totti, e Sneijder, isso só pra citar alguns. Para se ter noção da grandeza da competição, alguns especialistas afirmam que ela é melhor e mais emocionante do que a Copa do Mundo.

Escrevi aqui no dia 16 de agosto, quando saíram os indicados a melhor jogador da Liga, meus palpites sobre cada vencedor em todos os setores.

E, pelo visto, acertei 4 dos 5 premiados, só errando quando afirmei que Robben fez um torneio melhor do que Sneijder - o que ainda mantenho. Robben foi sensacional, levou a equipe do Bayern de Munique nas costas, com uma técnica impressionante. Foi a sua melhor temporada desde que virou profissional, e lhe cabia o prêmio de melhor meiocampista. Abaixo, os vencedores:

Melhor goleiro:
Júlio César, da Inter de Milão.

Melhor defensor:
Maicon, da Inter de Milão.

Melhor meiocampista:
Sneijder, da Inter de Milão.

Melhor atacante:
Diego Milito, da Inter de Milão.

Melhor jogador do torneio:
Diego Milito, da Inter de Milão.

Além de premiar os jogadores, foram elegidos, também, as equipes que comporão a fase de grupos da competição, na qual 32 equipes divididas em 8 grupos disputarão as oitavas-de-finais. Darei meus tradicionais palpites sobre os classificados.

Grupo A:
Inter de Milão-ITA.
Werder Bremen-ALE.
Tottenham-ING.
Twente-HOL.

Grupo B:
Lyon-FRA.
Benfica-POR.
Schalke 04-ALE.
Hapoel Tel Aviv-ISR.

Grupo C:
Manchester United-ING.
Valencia-ESP.
Rangers-ESC.
Bursaspor-TUR.

Grupo D:
Barcelona-ESP.
Panathinaikos-GRE.
Copenhagen-DIN.
Rubin Kazan-RUS.

Grupo E:
Bayern de Munique-ALE.
Roma-ITA.
Basel-SUI.
Cluj-ROM.

Grupo F:
Chelsea-ING.
Olympique de Marselha-FRA.
Spartak Moscou-RUS.
Zilina-EVQ.

Grupo G:
Milan-ITA.
Real Madrid-ESP.
Ajax-HOL.
Auxerre-FRA.

Grupo H:
Arsenal-ING.
Shaktar Donetsk-UCR.
Braga-POR.
Partizan-SER.

Palpites:

Grupo A - A meu ver, esse é um dos grupos mais equilibrados da competição. Não quanto à primeira vaga, que será da Inter de Milão sem dúvida nenhuma. E sim referindo-se à disputa pela segunda vaga, que deve ser muito equilibrada. Não pense que o Twente é uma equipe medíocre, somente porque é holandês. Tem bons jogadores como Stoch, Douglas e Tioté. No mais, a batalha entre Tottenham e Werder Bremen, que darão muita importância quando forem se enfrentar. Há uma boa possibilidade de se esquecerem do Twente, que passaria às oitavas. Mas prefiro ficar com Inter de Milão e Tottenham, muito pela inspiração do galês Bale.

Grupo B - Outro selecionado marcado pelo equilíbrio, já que 3 boas equipes disputam somente duas vagas. O Tel Aviv, de Israel, deve ser carta fora do baralho. Penso que o Lyon vai se classificar, pois contratou bons jogadores como Gourcuff, e joga um futebol mais leve, mas ainda assim consistente. Na outra vaga, seria fácil optar pelo Schalke 04, de Raúl, ex-Real Madrid, por isso mesmo e também por ser um time alemão. No entanto, prefiro apostar no Benfica, que sempre me surpreende quando vejo em ação. Ramires saiu, mas é evidente que ele não era o grande destaque do time português. David Luiz ainda está lá, e junto com Saviola, Aimar e Cardozo, deverão alcançar a classificação. Lyon e Benfica.

Grupo C - Manchester United e Rangers devem polarizar as vagas. Não acredito na equipe do Valencia, já que perdeu seus dois melhores jogadores, os dois Davis, e também não tem muita regularidade - algo necessário na Champions League. Bursaspor não deve sequer conquistar um pontinho, já que entre os times turcos, é uma equipe de segundo escalão. O Rangers, escocês, não joga um futebol invejável, mas me parece o mais capacitado para conquistar a vaga. Manchester United e Rangers.

Grupo D - As vagas deverão ficar com o Barcelona, por ser a melhor equipe do mundo, e com o Rubin Kazan, uma equipe russa, mas que mostrou ter muito potencial, contratou Carlos Eduardo, além de ser a maior equipe da Rússia nos últimos anos. Um fato curioso é que na última temporada, as equipes também se encontraram na fase de grupos. E surpresa: o Rubin Kazan saiu invicto! E mais surpreendente ainda, conquistou a vitória diante de um Camp Nou lotado, com um gol que foi provavelmente o mais bonito da competição passada. Barcelona e Rubin Kazan.

Grupo E - Basel e o pequenino Cluj não dão motivos para que possamos acreditar em uma zebra. Até pelos centros dos quais pertencem, a Suíça e a Romênia. Então, penso que é consenso geral que a Roma de Adriano, Vucinic e Totti, juntamente com o Bayern de Munique, de Robben e Ribéry, vão avançar à fase seguinte.

Grupo F - O Olympique de Marselha, que como o Flamengo é muito desorganizado, palco de falcatruas e tudo mais, e que também como o rubro-negro carioca conquistou o título nacional na última temporada, deve pontuar mais que o Spartak Moscou. Uma das vagas já é do Chelsea. Todavia, não podemos nos esquecer das zebras que vieram na última temporada, e até de uma equipe russa, o CSKA Moscou, que chegou às quartas de finais. Chelsea e Olympique de Marselha.

Grupo G - Uma briga muito boa. Se por um lado temos o Real Madrid, de várias estrelas e bem reforçado, a meu ver, do outro temos o Milan, de Pato, Ronaldinho e agora Ibrahimovic. O Ajax não deve ser subestimado, pois tem bons valores individuais como Van der Wiel, Stekelenburg e Suárez. Mas, levando em conta a dificuldade que o Ajax teve para passar do Dinamo de Kiev, creio que devem passar os dois gigantes, Milan e Real Madrid, exatamente nessa ordem.

Grupo H - Mais uma vez, o Arsenal se deu bem, pegando um grupo relativamente fraco. O Partizan é boa equipe, e pode roubar alguns pontinhos dos outros adversários. A briga fica entre Shaktar Donetsk e Braga, equipes que apostam no poderio brasileiro. Acredito que, como grande acompanhador do futebol português, o Braga está mais apto para conquistar o acesso, pois apresenta um futebol consistente, mesmo que seja longe do futebol-arte. Só tem que ter calma com o goleiro Felipe, que falhou contra o Sevilla, e normalmente em decisões ou joga muito, ou falha bisonhamente. Braga e Arsenal.

Lógico que eu não acertarei todos os palpites, até porque meus pitacos não têm zebras relativamente grandes. Mas, ao menos, posso dizer: tentei!

Um abraço,

Cristiano Costa.
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Super Post - Números do Brasileirão


Olá amigos!

Como já devem saber, gosto muito de números. Durante a Copa do Mundo, não foram poucas as vezes que eu fazia uma espécie de atualização, explicando qual o melhor time de assistir, o que fez mais gols, a média de gols das equipes, da Copa, etc.

E, hoje, trago este modelo para o Brasileirão, onde espero poder publicar séries de números, como um típico matemático, onde estimarei qual é a pontuação ideal para se chegar ao título, escapar do rebaixamento, entre outras coisas. Tudo na frieza e eficiência dos números.

Tudo foi feito por mim. PLÁGIO É CRIME!

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Pontuação para o título

Como vocês devem saber, o Fluminense está caminhando a passos largos para o seu segundo título brasileiro de sua história, montando um elenco galáctico para os padrões brasileiros, repatriando bons jogadores como Deco e Emerson, sem contar o tão elogiado por mim Washington.

E se o momento nas Laranjeiras está bom, no Corinthians também, obrigado. Já há algum tempo não se aprofunda numa crise, cena constante nos últimos anos no Parque São Jorge. Nem mesmo a eliminação na Libertadores - logo no ano do centenário - abalou o ambiente de calmaria. Agora a missão, com a perda da Libertadores, é conquistar o título do Campeonato Brasileiro, e chegar ao restrito clube dos pentacampeões brasileiros. O Corinthians vem avançando bem até agora, com uma campanha excepcional dentro do Pacaembu.

Completam o G-4 até agora, com o encerramento da décima quinta rodada, o Botafogo e o Ceará. O primeiro, parece ter se encontrado com um ataque veloz e defesa segura. E a equipe nordestina vem se destacando pela defesa, que só levou 8 gols até agora - a melhor da competição.

Mas, enfim, qual a pontuação necessária para chegar ao sonhado título brasileiro? Isso que tentarei desvendar, analisando as participações dos últimos campeões brasileiros desde a implantação do sistema de pontos corridos. Vale lembrar que, como o Brasileirão atualmente tem 38 rodadas, as pontuações de equipes quando haviam 42 rodadas ou mais, como o Cruzeiro, foram abreviadas só contabilizadas até a trigésima oitava jornada. Sem mais, vamos à ação.

Campeonato Brasileiro de 2003:

No Campeonato Brasileiro de 2003, a primeira edição desde a implantação do sistema de pontos corridos para definir o vencedor, o ganhador foi o Cruzeiro, de Maldonado, Alex e Aristizábal. E chegou à histórica marca de 100 pontos alcançados, ao fim de 46 rodadas. Para adequar ao sistema atual, a pontuação do Cruzeiro só vai ser contada até a 38ª rodada - como explicado acima.

Vencedor - Cruzeiro.

Pontuação Final (46 rodadas) - 100 pontos.

Pontuação depois de 38 rodadas - 76 pontos.

Média de pontos por rodada - 2,0 pontos por rodada.

Vitórias até a 38ª rodada - 23 vitórias.

Empates até a 38ª rodada - 7 empates.

Derrotas até a 38ª rodada - 8 derrotas.

Aproveitamento em casa até a 38ª rodada - 19 jogos, 13 vitórias, 5 empates e 1 derrota. 57 pontos possíveis, 44 conquistados, aproveitamento de 77% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa até a 38ª rodada - 19 jogos, 10 vitórias, 2 empates e 7 derrotas. 57 pontos possíveis, 32 conquistados, aproveitamento de 56% dos pontos.

Aproveitamento total até a 38ª rodada - 38 jogos, 23 vitórias, 7 empates e 8 derrotas. 114 pontos possíveis, 76 conquistados, aproveitamento de 67% dos pontos.

Como vimos, o Cruzeiro de 2003 era um fenômeno, que passou 40 das 46 rodadas na liderança. O aproveitamento em casa era bom, mas nada exorbitante, visto que empatou 5 vezes e perdeu para o Juventude, que brigou para não cair durante aquele ano. O diferencial, ao que parece, foi o ótimo percentual de pontos fora de casa, já que venceu mais de metade dos jogos, incluindo vitórias contra o Corinthians no Pacaembu.

Campeonato Brasileiro de 2004:

No Campeonato Brasileiro de 2004, conhecido por ser um dos mais emocionantes da história, era o Atlético-PR quem dava pinta de que ia ganhar, liderando por 11 rodadas seguidas, perdendo a liderança somente nas duas últimas rodadas, depois de uma sequência de dois resultados negativos. Portanto, se aquele Campeonato Brasileiro tivesse terminado ao longo de 38 rodadas, o vencedor seria o Atlético Paranaense, e não o Santos. Portanto, utilizarei como base o Atlético-PR.

Vencedor - Santos.

Líder até a 38ª rodada - Atlético Paranaense.

Pontuação final (46 rodadas) - 86 pontos.

Pontuação depois de 38 rodadas - 69 pontos.

Média de pontos por rodada - 1,81 ponto por rodada.

Vitórias até a 38ª rodada - 20 vitórias.

Empates até a 38ª rodada - 9 empates.

Derrotas até a 38ª rodada - 9 derrotas.

Aproveitamento em casa até a 38ª rodada - 19 jogos, 13 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. 57 pontos possíveis, 43 conquistados, aproveitamento de 75% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa até a 38ª rodada - 19 jogos, 7 vitórias, 5 empates e 7 derrotas. 57 pontos possíveis, 26 conquistados, aproveitamento de 46% dos pontos.

Aproveitamento total até a 38ª rodada - 38 jogos, 20 vitórias, 9 empates e 9 derrotas. 114 pontos possíveis, 69 conquistados, aproveitamento de 61% dos pontos.

Pudemos observar que o Campeonato Brasileiro edição 2004 foi mais equilibrado que o de 2003, dado o fato que nenhuma equipe deslanchou na frente, como o Cruzeiro, e Atlético Paranaense e Santos ficaram disputando ponto-a-ponto até o final do campeonato. O diferencial do campeão (até a 38ª rodada) Atlético-PR, pelo visto, foi a consistência que apresentava, e principalmente por um grande momento que viveu a partir da trigésima jornada, no qual emendou uma grande série de vitórias que o levaram ao título.

Campeonato Brasileiro de 2005:

O Campeonato Brasileiro de 2005, conquistado pelo Corinthians, ficou marcado como um dos melhores desde o início da era dos pontos corridos. Muitos só se lembram do escândalo da manipulação de resultados, mas se esquecem de que foi a despedida de Robinho, a temporada em que Rafael Sóbis, Fred e Tévez foram revelados ao mundo, sem contar a boa média de público e de gols. Além disso, Romário foi o artilheiro do campeonato já quarentão, e a disputa foi muito grande, levando em consideração que o campeão, o classificado para a Libertadores e os rebaixados só foram conhecidos na última rodada. Vamos à matemática.

Vencedor - Corinthians.

Líder até a 38ª rodada - Corinthians.

Pontuação final (42 rodadas) - 81 pontos.

Pontuação depois de 38 rodadas - 77 pontos.

Média de pontos por rodada - 2,02 pontos por rodada.

Vitórias até a 38ª rodada - 23 vitórias.

Empates até a 38ª rodada - 8 empates.

Derrotas até a 38ª rodada - 7 derrotas.

Aproveitamento em casa até a 38ª rodada - 19 jogos, 11 vitórias, 5 empates e 3 derrotas. 57 pontos possíveis, 38 conquistados, aproveitamento de 67% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa até a 38ª rodada - 19 jogos, 12 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. 57 pontos possíveis, 39 conquistados, aproveitamento de 69% dos pontos.

Aproveitamento total até a 38ª rodada - 38 jogos, 23 vitórias, 8 empates e 7 derrotas. 114 pontos possíveis, 77 conquistados, aproveitamento de 68% dos pontos.

E que surpresa! Aposto que ninguém aqui esperava que o Corinthians fosse o dono de uma das melhores campanhas da história dos pontos corridos, com mais de 2 pontos ganhos por partida. E além disso, outra revelação surpreendente, que aprendemos com o auxílio dos números, foi a de que o Corinthians foi, incrivelmente, melhor fora de seus domínios do que como mandante! É algo inédito na história de um campeão. O brasileiro tem que começar a ver a qualidade, e não o suposto favorecimento em relação ao Corinthians, que foi dono de uma campanha brilhante naquele ano e merecia ter conquistado o título.

Campeonato Brasileiro de 2006:

O campeonato brasileiro edição 2006 é bastante conhecido por ter sido o ano de início da seguinte supremacia são-paulina no campeonato, que viria a conquistar três títulos seguidos com relativa facilidade. E também é muito lembrado por ter sido um campeonato, digamos, bem chatinho, dada a pouca disputa lá ocorrida, seja para ir para a zona de rebaixamento, seja para o campeão, seja para a Libertadores. E para facilitar meu trabalho, a partir deste ano só foram 38 rodadas!

Vencedor - São Paulo.

Líder final - São Paulo.

Pontuação final - 78 pontos.

Média de pontos por rodada - 2,05 pontos por rodada.

Vitórias - 22 vitórias.

Empates - 12 empates.

Derrotas - 4 derrotas.

Aproveitamento em casa - 19 jogos, 14 vitórias, 4 empates e 1 derrota. 57 pontos possíveis, 46 conquistados, aproveitamento de 81% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa - 19 jogos, 8 vitórias, 8 empates e 3 derrotas. 57 pontos possíveis, 32 conquistados, aproveitamento de 56% dos pontos.

Aproveitamento total - 38 jogos, 22 vitórias, 12 empates e 4 derrotas. 114 pontos possíveis, 78 conquistados, aproveitamento de 68% dos pontos.

Ou seja, o São Paulo, neste ano, fez a maior campanha da história dos pontos corridos, com um aproveitamento excepcional dentro de casa, perdendo somente uma vez. Outro, e creio que o maior diferencial, foi a excelente campanha fora de casa, empatando bastante, mas raramente perdendo. Simplesmente espetacular, e os números já falam por si só.

Campeonato Brasileiro de 2007:

Um campeonato que foi um autêntico pesadelo para os corintianos, tendo em vista que, como se não bastasse ser rebaixado para a segunda divisão, ainda viram um de seus maiores rivais levantar a taça, com outra campanha simplesmente espetacular, com um ponto a menos do que no ano anterior. Foi, também, a temporada de consagração de jogadores como Breno, Hernanes, André Dias e principalmente Rogério Ceni, que se reconsagrou, sendo o artilheiro da equipe no Brasileirão e eleito o melhor jogador da competição, algo raro para um goleiro. Veja como foi aquela brilhante equipe matematicamente.

Vencedor - São Paulo.

Líder final - São Paulo.

Pontuação final - 77 pontos.

Média de pontos por rodada - 2,02 pontos por rodada.

Vitórias - 23 vitórias.

Empates - 8 empates.

Derrotas - 7 derrotas.

Aproveitamento em casa - 19 jogos, 13 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. 57 pontos possíveis, 42 conquistados, aproveitamento de 74% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa - 19 jogos, 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. 57 pontos possíveis, 35 conquistados, aproveitamento de 61% dos pontos.

Aproveitamento total - 38 jogos, 23 vitórias, 8 empates e 7 derrotas. 114 pontos possíveis, 77 conquistados, aproveitamento de 68% dos pontos.

E eis mais uma "surpresa": o campeão foi, novamente, um time com um aproveitamento muito positivo fora de casa, ou seja, é sempre importante pontuar longe de seus domínios. O São Paulo, incrivelmente, raramente perdia sob circunstâncias adversas, já que 3 das 4 derrotas foram sofridas quando a equipe já era virtualmente campeã. Muitos dizem que o São Paulo de 2006 foi melhor do que o de 2007, o que não concordo, embora a pontuação diga que sim. Pois se o São Paulo tivesse jogado com seriedade as rodadas finais, poderia ter sido ainda mais estupendo. Ficou simplesmente 15 pontos à frente do segundo colocado. Curiosamente a campanha foi exatamente idêntica ao Corinthians de 2005.

Campeonato Brasileiro de 2008:

No último da ano da supremacia são-paulina, que não foi assim tanta supremacia, já que só venceu em virtude de uma arrancada nas últimas rodadas, o campeonato foi bastante equilibrado. Principalmente na zona de rebaixamento, levando em conta que Náutico e Figueirense travaram uma grande batalha, da qual o Náutico só se salvou pelo saldo de gols! O ponto negativo foi para o Santos, que por pouco não caiu à segunda divisão. Na matemática, é possível ver alguns fatores interessantes no campeonato do Hernanes.

Vencedor - São Paulo.

Líder final - São Paulo.

Pontuação final - 75 pontos.

Média de pontos por rodada - 1,97 ponto por rodada.

Vitórias - 21 vitórias.

Empates - 12 empates.

Derrotas - 5 derrotas.

Aproveitamento em casa - 19 jogos, 14 vitórias, 4 empates e 1 derrota. 57 pontos possíveis, 46 conquistados, aproveitamento de 81% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa - 19 jogos, 7 vitórias, 8 empates e 4 derrotas. 57 pontos possíveis, 29 conquistados, aproveitamento de 51% dos pontos.

Aproveitamento total - 38 jogos, 21 vitórias, 12 empates e 5 derrotas. 114 pontos possíveis, 75 conquistados, aproveitamento de 66% dos pontos.

O São Paulo foi monstruoso em casa, igualando a histórica marca de 81% de aproveitamento de 2006, algo que eu nunca vi ninguém falar. O São Paulo, por sinal, complicou-se quando ia jogar fora do Morumbi, com um mau aproveitamento, embora tenha tido poucas derrotas e quase sempre empatado. Um aproveitamento mediano fora de casa - mas que é prontamente recompensado com a fantástica performance como mandante.

Campeonato Brasileiro de 2009:

E chegamos ao Flamengo, que conquistou o hexacampeonato (ou o penta?). Parece que foi ontem! O rubro-negro carioca, com uma equipe não espetacular mas aplicada taticamente, sob o comando de um treinador simples, que não inventava, e com um craque, chegou ao objetivo. E provou que nem sempre é preciso organização estrutural para conquistar um título de grande porte - não sejamos tolos, o Flamengo é berço de muita "falcatrua". E foi sem dúvidas o melhor Campeonato Brasileiro da história dos pontos corridos, com muito equilíbrio, tanto que o campeão pontuou somente 67 vezes - pontuação que lhe daria a terceira colocação nos campeonatos de 2006 e 2008.

Vencedor - Flamengo.

Líder final - Flamengo.

Pontuação final - 67 pontos.

Média de pontos por rodada - 1,76 ponto por rodada.

Vitórias - 19 vitórias.

Empates - 10 empates.

Derrotas - 9 derrotas.

Aproveitamento em casa - 19 jogos, 12 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. 57 pontos possíveis, 41 conquistados, aproveitamento de 72% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa - 19 jogos, 7 vitórias, 5 empates e 7 derrotas. 57 pontos possíveis, 26 conquistados, aproveitamento de 46% dos pontos.

Aproveitamento total - 38 jogos, 19 vitórias, 10 empates e 9 derrotas. 114 pontos possíveis, 67 conquistados, aproveitamento de 59% dos pontos.

E, pois sim, o Flamengo foi um visitante bem interessante, mas só na primeira parte do campeonato. Esse dado é de certa forma enganoso, porque nos 9 jogos finais fora de casa o Flamengo só perdeu uma vez, vencendo até o São Paulo no Morumbi, e o Corinthians. Ganhar de Palmeiras e Atlético-MG, rivais diretos à época, também ajudou muito para o título. Foi muito bom o aproveitamento dentro de casa do Flamengo, perdendo somente duas vezes. De fato, não foi uma campanha brilhante, mas cirúrgica e eficiente.

Campeonato Brasileiro de 2010 (até a 15ª rodada):


Até a 15ª rodada, o Campeonato Brasileiro vem sendo muito bom, com uma briga intensa entre Corinthians e Fluminense. Até por isso, nesta seção, só vou colocar a campanha dos dois até o presente momento, com a finalidade de comparar.

Fluminense:

Pontos - 33 pontos.

Média de pontos por rodada - 2,2 pontos por rodada.

Vitórias - 10 vitórias.

Empates - 3 empates.

Derrotas - 2 derrotas.

Aproveitamento em casa - 7 jogos, 6 vitórias, 1 empate e nenhuma derrota. 21 pontos possíveis, 19 conquistados, aproveitamento de 90% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa - 8 jogos, 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. 24 pontos possíveis, 14 conquistados, aproveitamento de 58% dos pontos.

Aproveitamento total - 15 jogos, 10 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. 45 pontos possíveis, 33 conquistados, aproveitamento de 73% dos pontos.

Corinthians:

Pontos - 31 pontos.

Média de pontos por rodada - 2,06 pontos por rodada.

Vitórias - 9 vitórias.

Empates - 4 empates.

Derrotas - 2 derrotas.

Aproveitamento em casa - 8 jogos, 8 vitórias, nenhum empate e nenhuma derrota. 24 pontos possíveis, 24 conquistados, aproveitamento de 100% dos pontos.

Aproveitamento fora de casa - 7 jogos, 1 vitória, 4 empates e 2 derrotas. 21 pontos possíveis, 7 conquistados, aproveitamento de 33% dos pontos.

Aproveitamento total - 15 jogos, 9 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. 45 pontos possíveis, 31 conquistados, aproveitamento de 69% dos pontos.

Conclusão:


Terminada a divulgação dos dados, baseados na tabela do Brasileirão do site da UOL, chegou a hora de ir às conclusões.

- Mostra-se essencial conseguir um aproveitamento acima de 50% dos pontos fora de casa. Com exceção de Flamengo e Atlético-PR, todas as equipes que já conquistaram o título abrangeram tal estigma. O Fluminense vem conseguindo uma marca de quase 60%, o que lhe credencia para a conquista neste ano, se mantiver o ritmo. Se o Corinthians quiser sonhar, é preciso ver os exemplos de Flamengo e Atlético-PR, as exceções: atingir um aproveitamento fenomenal dentro de seus domínios. Mas ainda assim é evidente que precisa melhorar como visitante, pois com 30% de aproveitamento ninguém vence nada - o Grêmio que o diga.

- Alguns matemáticos afirmam que a média de pontos por rodada necessária para erguer a taça é de 2 pontos por partida. Eles estão certos, pois qualquer equipe que somar 76 pontos conquista o prêmio - e com sobras. Corinthians e Fluminense têm, hoje, essa marca. No entanto, é inegável que não manterão essas campanhas, cedo ou mais tarde tropeçarão. Por isso, levando em consideração as duas últimas médias de pontos por rodada dos campeões, acho que uma marca pode ser estabelecida para o título. Tudo indica que o necessário para chegar ao objetivo é de 69 pontos, média de 1,81 por rodada.

- Falando sobre aproveitamento, é preciso ter mais de 60% para sair vencedor. O único privilégio foi do Flamengo, mas sem muita diferença, já que alcançou 59%. Na média dos campeões, com 65% de aproveitamento dos pontos você conquista o Brasileirão. Em casa, a média é de 75% dos pontos. Como visitante, seria interessante alcançar a média de 55%, perfeitamente possível.

- Com 20 ou mais vitórias, provavelmente o campeonato é seu. Todos (menos o Flamengo, a "ovelha negra", com 19) os times vencedores ultrapassaram essa denominação.

- Nenhuma equipe campeã foi derrotada 10 vezes. Ou seja, o time não pode perder uma partida a cada 3,8 rodadas.

- É essencial protagonizar uma série de invencibilidade, ou de vitórias consecutivas, para se chegar ao título. Flamengo, São Paulo, Cruzeiro, Atlético-PR e Corinthians sempre chegaram bem, na maioria das vezes quando a reta de chegada já se fazia avistar. O Fluminense faz isso, e o Corinthians poderia ter uma marca dessas, mas se continuar perdendo fora de casa será impossível.

- Nem sempre ter o artilheiro do Brasileirão é sinônimo de sucesso para um time. Ou melhor, na maioria das vezes. De todas as equipes protagonistas, somente o Flamengo teve um representante, Adriano. Vale mais, observei, dividir bem a cota de gols entre jogadores de todos os setores. Exemplo do São Paulo, tricampeão brasileiro nessa década: das 3 conquistas, em 2 o São Paulo não elegeu nenhum goleador entre os 5 melhores; somente em 2008, quando Borges foi o quarto lugar, que a equipe paulista emplacou um representante. Fluminense e Corinthians vêm fazendo isso com extrema maestria, ainda que eu ache o Fluminense melhor nesse quesito, já que jogadores de seus 3 setores marcam gols. No Corinthians, os atacantes não fazem gols, e vivem sob a ótica de Ronaldo, que não joga há quase 4 meses.

- Sobre os esquemas táticos, há uma pequena variação: o Cruzeiro de 2003 conquistou o campeonato com um 4-4-2. O Atlético-PR atingiu o bicampeonato organizado também num 4-4-2. Em 2005, o Corinthians deu procedimento à fórmula de um losango no meiocampo. As coisas começaram a mudar em 2006, pois Muricy Ramalho é adepto do 3-5-2, esquema a qual conquistou também os títulos de 2007 e 2008 pelo São Paulo. O Flamengo venceu em um 4-4-2 no ano passado. Portanto, parece que não há mais espaço para outra formação que não seja o 4-4-2 ou o 3-5-2 - ao menos no Brasileirão. Ramalho já deu sua cara ao Fluminense, com 3 zagueiros. O Corinthians utiliza 4 homens de defesa.

E termino aqui, amigos, este especial que preparei com muito carinho para você, leitor. Foi bem desgastante, e tal, mas ao menos aprendi mais sobre os números e o Campeonato Brasileiro em geral.

Na próxima vez que aqui vier, trarei um especial sobre o que fazer para fugir da zona de rebaixamento.

E MAIS UMA VEZ, NÃO COPIEM! É CRIME!

Um abraço,

Cristiano Costa.
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Entrevista com o PVC

Paulo Vinícius Coelho no Bate-Bola. Memória é trabalho.

Sim, amigos, vocês não leram errado. Eu entrevistei o Paulo Vinícius Coelho, o PVC, via e-mail. E assim pretendo iniciar uma série, uma série de entrevistas à jornalistas esportivos renomados.

Paulo Vinícius Coelho é o jornalista esportivo mais popular do país, fato atestado pela fama que ele cultiva entre os apreciadores do futebol, até no Orkut. A maior comunidade em sua homenagem tem quase 20 mil membros, sem contar os milhares de exemplares de seus livros que são vendidos diariamente. Para entender o motivo de tamanha popularidade, basta olhar para o seu currículo: sabia que seria jornalista desde muito cedo, e entrou para a faculdade de jornalismo da Universidade Metodista de São Bernardo do Campo com apenas 17 anos; formou-se em 1990. Dali, foi fazer trabalhos como repórter durante 1 ano, em pequenos jornais de sua cidade. Pouco mais tarde, foi estagiário da Revista Ação, da Editora Abril, e logo chegou à Placar, onde lembra com muito carinho. Lá, fez grande sucesso, já que seu perfil combinava com o da revista, onde escrevia textos de imensa qualidade.

Saiu da Placar depois de um longo período, e foi fazer sucesso no diário LANCE!, onde ficou por 3 anos até chegar à ESPN, onde virou sinônimo de audiência, dado o seu humor preciso, as análises certeiras, e uma memória que é provavelmente a melhor entre os profissionais de sua área.

Já lançou 6 livros, dos quais tenho 4, que posso dizer que são de extrema qualidade. O mais recente, "Os 100 maiores jogadores brasileiros de todos os tempos", será lançado ainda neste mês de agosto - e logo adquirirei. Sua competência já lhe rendeu um prêmio Comunique-se, o maior prêmio de jornalismo do Brasil, em 2008, além de diversas indicações para o mesmo, incluindo para esse ano, onde é franco favorito ao bicampeonato.

Sua memória, segundo ele, não é para ficar se exibindo. É tudo para comprovar a veracidade dos fatos, e não se confundir em determinadas ocasiões. Para não dizer, por exemplo, "o time do Corinthians de Gamarra e Luizão", pois Gamarra saiu do time um pouco antes de Luizão chegar. PVC já afirmou que, depois de um jogo contra o Peru, nas eliminatórias para a Copa do Mundo, a imprensa disse que o treinador do Peru havia diminuído as dimensões do gramado para dificultar o jogo brasileiro. Ninguém conferiu. Só PVC. Um jornalista em sua essência.

Para mim, essa breve entrevista de 6 perguntas - para não gastar-lhe o seu escasso tempo -, significou muito mais do que um simples questionário para um jornalista esportivo. Se alguns dizem que a experiência mais marcante de suas vidas foi a eliminação do Brasil em 1982, que eu não vi, ao menos posso dizer que, aos 14 anos, PVC atendeu gentilmente ao meu pedido.

Eis aqui a breve sessão de perguntas.

Cristiano Soares - PVC, é evidente que a sua memória é extremamente aguçada, e por vezes o senhor consegue recitar escalações de equipes inteiras - mesmo que antigas - durante os programas dos quais participa. Há algum tipo de preparação especial, uma espécie de "central de informação" que o senhor mantém?

Paulo Vinícius Coelho - Eu faço meu arquivo. E tenho uma vantagem grande: meu tempo livre, minha diversão, é ler sobre futebol. Isso ajuda demais. Estou sempre lendo alguma coisa e isso leva a algumas descobertas. Também ajuda a manter a memória viva. Mas a memória não é igual a quando eu tinha 9 anos. Os outros compromissos consomem muito. Grande parte do que eu faço é resultado de trabalho, não de memória. Embora eu siga tendo mesmo ótima memória.

Cristiano Soares - O senhor tem como marca, acima de tudo, ser dono de um certo ar investigativo, que gosta de conferir as informações. Durante uma partida contra o Peru, em 2008, a imprensa divulgou que o treinador do Peru diminuiu as dimensões do gramado para dificultar o jogo brasileiro; o senhor, consta, foi o único que procurou ir ao estádio e conferir a informação, que era verídica. E, também, não é raro ver o senhor dando exemplos de jornalismo a colegas de profissão: durante a Copa, disse que Alex Escobar não poderia atender ao celular durante a coletiva. E também, não me lembro quando mas ainda neste ano, afirmou que o jornalista tem que ter fontes, e não amigos, no meio futebolístico. O senhor acha que, hoje, os jornalistas estão mais acomodados e menos preocupados em seguir os princípios básicos do jornalismo?

Paulo Vinícius Coelho - Não acho, não. Acho que o jornalismo evoluiu nos últimos trinta anos. Mas acho também que tem muito chute. Que muita gente acha que tal coisa vai acontecer e define que a informação é aquela. E não é. Isso ocorreu, por exemplo, no caso do Piritubão, do convite do Mano Menezes à seleção que (ainda) não havia, na demissão do Ricardo Gomes, na ida/não ida do Neymar para o Chelsea. É preciso ter cautela em dar a informação, para não errar.

Cristiano Soares - Uma pergunta sobre o folclore no futebol, aquele que Armando Nogueira, Eduardo Galeano, e Nelson Rodrigues fizeram aparecer ao mundo. O senhor, em seus textos, prefere a precisão, a exatidão, do que " o romance". E, também, como pude observar em seu livro "Os 50 maiores jogos das Copas do Mundo", gosta de ouvir as duas faces da moeda, para chegar à informação mais correta. O senhor acha que, hoje, no jornalismo esportivo moderno, a precisão é mais importante do que o folclore?

Paulo Vinícius Coelho - Penso que sim. Não há mais espaço para o folclore, porque todo mundo vê tudo em todos os canais de TV, sites da internet, rádios, jornais. Você romanceava quando as pessoas não tinham como checar a informação. Não sabiam se era verdade ou mentira o que você escrevia.

Cristiano Soares - Vamos falar um pouco de futebol. O senhor é palmeirense, embora produza comentários imparciais. Suponho, então, que seu ídolo de infância foi Leão, Jorginho ou Luís Pereira. Qual foi o seu ídolo, o maior jogador que já viu atuar?

Paulo Vinícius Coelho - O meu ídolo e o maior jogador que vi atuar são coisas diferentes. Meus ídolos na adolescência eram Jorginho e Luís Pereira, por isso que você disse. O maior jogador que vi atuar dentro de campo foi Maradona - Pelé eu só vi em teipe. Dos brasileiros, Zico e Falcão.

Cristiano Soares - Esta pergunta é mais por curiosidade: o senhor é um bom jogador de futebol, ou cenas como a do gol contra mostrado no Linha de Passe há algum tempo são frequentes?

Paulo Vinícius Coelho - Eu sou um bom zagueiro. Estava meio pesado naquele dia. Mas, naquele dia, joguei bem. Bem mesmo. Só que cometi uma lambança, ao tentar cortar o cruzamento de cabeça.

Cristiano Soares - Para finalizar, o que o senhor acha sobre o comando do futebol atual, seja na FIFA ou na CBF? É a favor ou contra da mudança de comando, e Ricardo Teixeira renunciar?

Paulo Vinícius Coelho - O Ricardo Teixeira não vai renunciar. O certo é estabelecer limites nas eleições. Como na presidência da República. Dois mandatos de quatro anos, ou seja, direito a uma única reeleição. Isso resolve esse problema da continuidade. O problema da corrupção, uma boa sequência de escândalos bem apurados resolve. Desafio para nós, da imprensa.

E, assim, terminei a entrevista com Paulo Vinícius Coelho. Um homem que chega à redação cedo, prepara-se para o bate-bola, faz o tradicional "Desafio do PVC". Depois, grava mais alguns programas. E, depois, com o tempo livre sobrando para lazer, PVC lê sobre futebol. A memória é trabalho. Trabalho é suor. Suor é o que todo jornalista tem que produzir. E, de jornalismo e futebol, Paulo Vinícius Coelho, vulgo PVC, sabe - e muito.

Agradeço ao PVC, que fez realizar o sonho de um adolescente. O próximo, agora, é um dia trabalhar com ele, espero que nos estúdios da ESPN Brasil.

Um abraço,

Cristiano Costa.

Obs: Estou um pouco sem fazer publicações, mas é porque estou preparando um especial sobre os números do Campeonato Brasileiro, onde estabelecerei uma determinada pontuação para se chegar ao título, fugir do rebaixamento, entre outros, mas com a qualidade do Fichas de Futebol.
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Os melhores da UEFA

Craques de terno; vencedores do prêmio concebido pela UEFA aos melhores de seus eventos.

Olá amigos!

Para quem não sabe, a UEFA elaborou a lista, já tradicional, dos indicados ao prêmio de melhor jogador do mundo, posição por posição, com 3 selecionados em cada setor. No ano passado, o vencedor foi Lionel Messi, o craque argentino que atua pela ponta-direita ou como armador na mágica equipe do Barcelona. Mas é verdade, também, que poucas pessoas lembram quais foram os melhores do mundo em cada posição, pois a divulgação é bem menor. Por exemplo: na temporada passada, Van der Sar foi eleito o melhor goleiro do mundo. Terry, o melhor defensor, Xavi o melhor meiocampista, e Messi o atacante mais completo. Desses, só mentalizam Messi.

Vale recordar que é importante não confundir com a outra eleição, a FIFA Gala, que ocorre somente no fim do ano, que diz respeito às competições que são organizadas pela FIFA, e não pela UEFA. Portanto, não vá esperar que Forlán seja indicado por ter sido eleito o melhor jogador da Copa. O prêmio baseia-se, sobretudo, no desempenho durante a Liga dos Campeões.

Sem mais delongas, mostrar-lhes-ei os apontados para o prêmio, juntamente com minha opinião acerca de quem deve ser o vencedor.

Indicados:

Goleiro:
Julio César (Inter de Milão).
Hugo Lloris (Lyon).
Victor Valdés (Barcelona).

Defensor:
Lúcio (Inter de Milão).
Maicon (Inter de Milão).
Piqué (Barcelona).

Meiocampista:
Robben (Bayern de Munique).
Xavi (Barcelona).
Sneijder (Inter de Milão).

Atacante:
Diego Milito (Inter de Milão).
Rooney (Manchester United).
Messi (Barcelona).

Opinião:

Goleiro - A meu ver, o melhor goleiro das competições UEFA na temporada foi o notório brasileiro Júlio César. É verdade que ele não fez a sua temporada mais completa, porém salvou a Inter de Milão em momentos cruciais, como na ocasião na qual sua equipe enfrentava o Barcelona, quando salvou um chute fantástico de Messi, numa defesa espetacular. Sem contar que foi muito bem na grande final, agarrando um chute certeiro de Robben, com a mão trocada. Penso que Lloris, do Lyon, não deveria estar nessa lista, afinal não lembro-me de uma apresentação espetacular por sua parte - nem mesmo contra o Real Madrid. Tampouco Valdés, dado o frango que ele aceitou contra o Dínamo de Kiev, ainda na fase de grupos.

Maicon: em semana perfeita, marcou contra a Juventus e deu a classificação para a Inter com um golaço.

Defensor - O meu escolhido seria Samuel, que foi regular em todas as partidas da equipe italiana. Mas, como o argentino não foi escolhido, eu fico com Maicon. Não fez uma boa partida contra o Bayern de Munique, é verdade, contudo cresceu bastante ao longo da competição. Avento-me como se fosse ontem, em período que ele havia feito um golaço contra a Juventus no fim de semana, e no meio, na quarta-feira, foi autor de outro bonito tento versus o Barcelona. Foi o principal responsável pela classificação italiana contra a melhor equipe do mundo, e igualmente por isso entra como o melhor defensor da competição. Acho que as duas outras escolhas foram percebíveis, pois Lúcio foi um autêntico "xerife", e Piqué foi essencial para o avanço do Barcelona, quando o seu parceiro Puyol cambaleava pelo campeonato.

Meiocampista - Eu poderia ser comum e escolher Sneijder, pela ressurreição apresentada na Liga dos Campeões - e por ter sido campeão, oras. No entanto, eu elejo o holandês Robben. Ele simplesmente levou uma equipe com zagueiros pífios, atacantes medianos e bons meias, ao vice-campeonato do maior mata-mata entre clubes do mundo. Fez um gol que está eternizado na minha memória, dos mais belos da história, frente ao Manchester United. E, também, não pipocou na final: só ele quem levou algum perigo pela parte do time alemão, dando pesadelos ao Chivu e obrigando Júlio César a interver em autênticos milagres. Enfim, levou a equipe nas costas. Não fosse a idiotice de Ribéry ao ser expulso, a história poderia ter sido outra para o Bayern de Munique. A escolha de Xavi é para mim totalmente incompreensível, pois não vi nele o meia cerebral que foi em 2008.

Atacante - Ah, Messi. Como eu queria lhe escolher! Aqueles seus 4 gols contra o Arsenal foram simplesmente sensacionais; sem contar as grandes exibições durante a fase de grupos. Mas não vou optar por você. Calma, fique feliz: ao menos será um compatriota, Diego Milito. Simplesmente um gênio, que pode muito bem ser eleito um dos 3 melhores da temporada. Dois golaços na decisão já o credenciam para tal. A escolha de Rooney que é, para mim, ridícula, pois o inglês foi displicente quando sua equipe mais precisou.

E os seus escolhidos?

Poste abaixo, nos comentários. O resultado oficial será conhecido no dia 26 de agosto, às 12h45. Também neste dia serão sorteados os grupos para a Liga dos Campeões 2010/2011.

Enquanto este momento não chega, vamos assistir a um vídeo sobre alguns golaços da competição passada e vencida pela Internazionale de Milano.



Um abraço,

Cristiano Soares.
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É tempo de bonança

Felipe Melo e Gilberto Silva.

Cansei. Em pouco tempo, me apaixonei.
Foram poucas, nada mais que seis ou sete vezes.
Porém eu vi. E, quando vi, percebi.
Percebi, sobretudo, que era melhor.

Uma folha-seca que cai no outono.
Um anjo de pernas tortas, mas que terminou no desabono.
Um poder, uma classe, que nos campos destoava.
Potência, força e liderança - uma habilidade rudimentar.

Tudo acabou. A curva, a técnica, não mais soou.
A felicidade deu lugar a seriedade.
As crianças agora imitam bad-boys.
E os heróis?
Extinguiram-se.

Toma vergonha na cara.

E Devoção, e obediência, e dedicação, e imigração, e abnegação - a arte em sua aversão.
Pois hoje mais vale ser guerreiro, cervejeiro, grosseiro, pegureiro, um autêntico brahmeiro.

Até que vem a esperança, é tempo de bonança.
São somente dois garotos, pequenos brotos, mas que passaram por nosso goto.
Se não der certo, é decerto que do passado viveremos.

Passado, que de para trás, deterioridado, ultrapassado, nada tem.

Afinal, era o futebol - o verdadeiro futebol.



Um abraço,

Cristiano Soares.
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